domingo, 23 de junho de 2019

Directora da Associação de Vitimas de Pedrógão Grande sublinha a necessidade de não se esquecer o Passado.



                                                        Resumo do que se passou na Semana dos Incêndios
                                                        de Pedrógão Grande. 

        Embora esta Notícia já tenha uma Semana dado que foi publicado no Site do Jornal Observador no passado dia 17/06/2019 ou seja na passada Segunda-Feira por volta das 16h36m não deixará de ser atual pois infelizmente lembrar-nos-á sempre que Semana de 17-24 de Junho de 2017 teve lugar um doloroso Incêndio Florestal o qual causou para além de ter causado a Perda de 53 000 Hectares- de Áreas Florestais e Urbanas que lembram a Morte de 66 Pessoas bem como terá ainda causado Ferimentos em 254 Vitimas sendo que Sete destas Pessoas foram consideradas pelos Médicos como Vitimas Graves provenientes deste Fenómeno que teve origem numa Trovoada Seca.
        Nesta Noticia, a Presidente da
Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), Nádia Piazza, fez questão de salientar o fato de que aqueles que não estiverem cientes para a gravidade daquela terrível Experiência podem estar condenados a que tal fato se repita.

       
A Alta Representante da conhecida Instituição dedicada aos que há dois anos pereceram Vitimas de um Grave Incêndio na Zona de Pedrógão Grande, Associação De Vitimas Do Incêndio De Pedrógão Grande, Nádia Piazza, confessou na passada Segunda-Feira (17/06/2019) que quem tiver insistido no fato de colocar para trás das Costas tudo o que se passou durante a Semana de 17 a 24 de Junho de 2017 poderá estar a correr um grande Risco de Vida.
      Tudo teve lugar exactamente na data em que a Ocorrência cumpriu o seu Segundo Aniversário ou seja há Cinco Dias atrás quando na Cerimónia da Celebração de um Protocolo com a Empresa Pública Infraestruturas De Portugal, Acordo este que tem como principal objectivo a Construção de um Memorial às Vitimas da Fatídica Efeméride ocorrida na Zona de Pedrógão Grande, a Empresária efectuou o seguinte Comentário á Agência Lusa: 
       «Hoje é o Dia que Assinalamos um Verdadeiro Cataclismo em Portugal, pela Destruição de todos os Bens».
       
Foi diante de uma Plateia onde também estava presente aquele que é o nosso actual Primeiro-Ministro António Costa, que a Presidente da AVIPG fez questão de sublinhar o facto de que «todos precisam de seguir em frente, mas não se segue em frente sem antes enfrentar o Passado» dando a conhecer estar muito ansiosa e preocupada com o que «já foi feito e falta fazer».
       
No entanto, a Jovem Mãe de um Menino de seu Nome Luís, de apenas 5 anos, que foi uma das 66 Vitimas Mortais da Catástrofe de Pedrógão Grande que havia acabado de saber que estava grávida um dia antes de tudo se ter passado dá igualmente a conhecer o seguinte desabafo:
          «Mas hoje tenho Esperança de que este Dia nunca será esquecido para que não volte a acontecer, porque em 2017 vivemos um Holocausto».
           
Na Reunião que teve lugar no Município de Castanheira de Pêra, a Empresária, que infelizmente perdeu um Filho nesse terrível Incêndio, realçou o facto de que o Memorial que será da responsabilidade do consagrado Arquitecto Eduardo Souto Moura «não será uma Perda Tumular, mas um Espaço de Lembrança Colectiva que falta virar, e, para muitos, um Local de Reflexão».
           
O Objecto de Homenagem ás 66 Vitimas, o qual ainda não tem data prevista para a sua Construção, tratar-se-á de uma Balsa de Água com ligação a uma Fonte, o que quererá dizer que é o mesmo que o Simbolismo da Vida e do Nascimento.
           Conforme fez questão de sublinhar Nádia Piazza, Responsável pela Instituição:
           «O Memorial será isso mesmo: mergulhar sem Afogar, e embrenhar-se, num Estado de Profunda Reflexão e Respeito, que faz lembrar que (As Vitimas) eram Pessoas Amadas».
           
Ao que segundo fez saber, o objectivo é «aliviar os Traumas dos que por lá passam e tornar-se num Local de Convívio Sentido da Comunidade e de Todos Aqueles que também não se querem esquecer e lá depositem o seu Respeito» sendo que ainda acrescentou o seguinte Desabafo: «Que Sirva De Cura Até Que Um Dia Reste Apenas A Saudade Purificada Pelas Suas Águas, Lavada de Ódio, da Revolta, da Indignação e do Sofrimento».
         
Tendo sido o Autor de tão importante Projecto, pedido que lhe foi efectuado pela AVIPG, Souto Moura sublinhou ainda o facto de ter sido o Autor de um «Desenho Simples, que Não Seja Pretensioso», de uma Balsa de Água transportando no seu Interior Água proveniente de uma Fonte.
          Isto porque segundo o Construtor Português que no Ano de 2011 foi galardoado com o Prémio Pritzker (O Nobel da Arquitectura) sendo que no ano de 2018 foi presenteado com O Leão de Ouro da Bienal de Veneza: 
          «A Água como Purificação é um Elemento Transversal em todas as Culturas e Religiões»,
assinalou o Arquitecto Portuense, sublinhando que o facto de ter o Desenho de uma Balsa de Água serve como sendo a «Dupla Função de colocar o Renascimento, que pensamos que vai acontecer e, se houver outro Incêndio, os Bombeiros têm onde ir buscar Água». 

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